Comerciantes das avenidas
Doutor Hélio Palermo e Doutor Alonso y Alonso, em Franca, passaram toda a
quinta-feira, 21 de fevereiro, limpando os estabelecimentos e contabilizando os
prejuízos deixados pelo temporal e pela enchente que atingiu a cidade na última
quarta-feira, 20. A maioria dos lojistas reclama que, apesar das obras de
alargamento e aprofundamento dos canais, os córregos dos Bagres e Cubatão
continuam transbordando sempre que o volume de chuva é maior.
Na quarta-feira, o índice
pluviométrico chegou a 60 milímetros, segundo o Instituto Nacional de
Meteorologia (Inmet). “A água vem de cima e os bueiros não dão vazão. A água
sobe, bate na lateral da ponte, faz uma onda e entra nos estabelecimentos. O
problema são as pontes muito baixas. Fizeram o alargamento, mas não mexeram nas
pontes”, reclama o mecânico Antônio Carlos.
Engenheiro da Secretaria de
Planejamento Urbano, Marcos Vinícius Mathias defende que já existem estudos
para novas obras que consigam conter os alagamentos próximos aos córregos, mas
ainda não há verba para que os projetos sejam colocados em prática. “Essa
última chuva foi um caso excepcional. Geralmente, os córregos conseguem
absorver essa quantidade de água. Algumas vezes, em alguns pontos que estão
estrangulados, essa água chega a extravasar. O que aconteceu foi fora do
normal”, alega.
Prejuízos




