
É só chegarem as festas de final de ano e as férias – quando todos trabalhadores já receberam as duas parcelas de 13º salário -, quando Franca vive dias atípicos, com grande movimentação nas áreas centrais, lojas, agências bancárias e principais avenidas para perceber uma situação: o aumento significativo de mendigos pedindo esmolas. Se não bastasse encontra-los parados, os francanos vivem uma nova realidade: a abordagem pelos mesmos quando param nos semáforos espalhados pelas avenidas da cidade.
Segundo a Secretaria Municipal de Ação Social, atualmente existem cerca de 200 moradores de rua cadastrados, que de alguma forma são atendidos em Franca pelo Centro POP e Abrigo Provisório. No entanto, desde o início de dezembro esse número está até 30% maior, com a chegada de pedintes de diversas regiões do país, especialmente Paraná e Nordeste, além de Minas Gerais. Esse aumento é definido como normal para esta época do ano, considerada sazonal para a emigração de pessoas vindas de outros estados em busca de esmolas. “Aqueles que não têm familiares em Franca recebem acolhida no Abrigo Provisório, com alimentação, orientação para regularização de documentos e quando se interessam, até para trabalho. O mesmo ocorre no Centro POP”, explica a secretária municipal de Ação Social, Gislaine Alves Liporoni Peres.
As áreas críticas são as do Centro de Franca, principalmente nas proximidades das agências bancárias e lojas, além das Praças João Mendes, Bandeiras e cruzamentos de avenidas com maior fluxo de veículos.




