Durante décadas, certos cargos pareciam ter endereço certo, e quase sempre eram ocupados por homens. Liderança, poder de decisão, palavras que, por muito tempo, foram associadas ao universo masculino. Mas a história vem sendo reescrita. E em Franca, ela também tem nome e voz feminina.
As mulheres conquistaram o direito ao voto no Brasil em 1932. Décadas depois, passaram a ocupar espaços no judiciário, na política e nas instituições de classe. Ainda assim, o caminho até cargos de liderança foi, e continua sendo, marcado por desafios, resistência e quebra de estereótipos.
Da advocacia ao judiciário
Hoje, à frente da OAB Franca, Luiza Gouvêa representa uma mudança histórica: é a primeira mulher a ocupar o cargo na história da entidade, antes majoritariamente masculino. “Nós demoramos 93 anos para chegar aqui, né? E quando eu falo nós é porque realmente, hoje eu sou presidente, mas nós temos muitas mulheres que passaram ao longo desses 93 anos… muitas advogadas que foram diretoras da casa, vice, secretárias, diretoras adjuntas. Hoje eu sou a presidente, mas espero que muitas outras mulheres passem por aqui”, explica.




