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O carro popular sumiu: nas concessionárias, o modelo mais barato custa R$ 47 mil

Os automóveis básicos da montadoras estão saindo mais caros de fábrica. Ícones como Gol e Uno devem sair de linha em pouco tempo

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Automóveis icônicos como o Gol e o Uno, que estão há décadas nas ruas brasileiras, estão prestes a saírem de cena, marcando o fim de uma era. Os carros populares estão sumindo não só do asfalto, mas também das linhas de produção das montadoras e concessionárias.

Os modelos de entrada estão sumindo das linhas de produção, e os disponíveis nos revendedores vêm com preços nada populares, a partir de R$ 47 mil. E com vários exemplares acima dos R$ 60 mil.

Os dois carros zero quilômetro mais baratos do país atualmente são o Fiat Mobi e o Renault Kwid, cujos modelos mais básicos custam, respectivamente, R$ 47.301 e R$ 47.562, segundo a tabela Fipe.

A reportagem é da revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios.

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55 salários mínimos

O carro mais vendido do país neste ano é o Fiat Argo, que sai por nada menos que R$ 66.260, o equivalente a 55 salários mínimos, considerando o piso aprovado pelo Congresso para 2022.

Segundo especialistas e a própria indústria, isso não está relacionado apenas à escassez global de semicondutores provocada pela pandemia, que tem limitado a produção das montadoras.

As crescentes exigências regulatórias no Brasil, seguindo padrões de segurança de países desenvolvidos como a obrigatoriedade de airbags, encarecem os populares, dizem as montadoras.

Tecnologia embarcada

A partir de 2022, esses modelos também terão de contar com controle de vapores emitidos durante o abastecimento, mais um item no custo de produção.

Além disso, demandas do motorista brasileiro tornaram praticamente obrigatórias amenidades como ar-condicionado e sistema de entretenimento, mesmo no carro mais básico.

As exigências mais conhecidas não são recentes: a obrigatoriedade do airbag e de freios ABS, por exemplo, é de 2014. Mais itens obrigatórios estão previstos: até janeiro de 2024, chega o controle eletrônico de estabilidade, que avalia condições de rodagem e freia rodas individualmente para corrigir instabilidades.

Em 2024, o sensor de ré ou a câmera traseira também passará a ser de fábrica em todos os carros brasileiros. Além disso, há metas de eficiência energética a serem cumpridas pelos novos motores, o que exigirá mais investimento em pesquisa e desenvolvimento.