Parece queijo, tem sabor que lembra queijo, é vendido como queijo, mas não é queijo. Está no burguer, na pizza, no recheio do salgado. Pode estar também no sorvete, no milk shake, no chantilly que recheia o bolo ou que acompanha um cafezinho.
São as chamadas “soluções lácteas”, subprodutos que imitam queijos e lácteos, com uma proporção menor de leite em sua composição. Na verdade, apesar do nome, há casos em que não há leite algum.
Tendência em alta na indústria de alimentos e bebidas, os alternativos lácteos surfam em um vazio regulatório e na crise que vem afetando a produção de leite no Brasil. Em 20 anos, 600 mil produtores deixaram a atividade, pressionados por custos cada vez mais altos, e a disponibilidade de leite diminuiu.
Em meio a esse cenário, cresce a oferta de produtos de menor qualidade nutricional e preço baixo, seja para outros fabricantes de alimentos ou para o consumidor final. Isso ocorre devido a brechas na legislação de alimentos que têm permitido até mesmo o uso de aditivos não autorizados pela Anvisa.




