Quem ficou horrorizado com o assassinato de dois colegas de classe por um adolescente de 14 anos, em Goiânia, pode achar que a situação está distante da realidade das escolas de Franca. Mas não está. O bullying está presente em unidades públicas e particulares da cidade e colocando jovens em risco de tomar atitudes extremas.
Em uma conversa rápida com crianças e adolescentes fica claro que este tipo de assédio é uma realidade que ocorre com muita frequência. Uma aluna de escola particular de Franca consultada pela reportagem faz relatos surpreendentes. Aos 11 anos, afirma que já sofreu perseguição por ser negra e que seus pais tiveram de intervir.
“Eu estava ficando triste e me isolando. Foi quando meus pais perceberam e contei tudo. Minha mãe foi na escola e conversou com minha professora e diretora e exigiu que isso parasse, pois iria chamar a polícia. Só a partir daí o bullying parou”, disse.
Um outro jovem, hoje com 16 anos e aluno de escola pública da região da Estação, também passou maus pedaços. Por ser tímido demais, era alvo de brincadeiras que chegavam até a pequenas agressões físicas.




