Seu Oswaldo se formou em engenharia em 1973, um ano em que a economia brasileira cresceu impressionantes 14%. “Quando eu me formei eu tinha três empregos”, conta.
Cinquenta anos separam o seu Oswaldo da Jéssika. Ela vai ser engenheira também. Ainda não se formou, mas já está procurando emprego e preparada para esperar. “Todos os lugares que a gente busca, eles querem experiência. E, como é o primeiro emprego, essa experiência nunca tem, quer dizer, então, dificulta”, lamenta a estudante Jéssika Cunha.
Essa barreira do primeiro emprego prejudica não só os jovens, mas a economia como um todo. “Lá na frente, quando eventualmente a economia se recupera e esse indivíduo entra no mercado de trabalho, ele entra com uma produtividade menor. E aí se a gente tem gente produzindo menos, a gente cresce menos”, afirma Bruno Ottoni, pesquisar da FGV/IBRE.
Durante boa parte da nossa história, a maioria da população foi formada por jovens. O Brasil não tem experiência em ser um país de pessoas experientes. O desafio agora é enfrentar os novos problemas sem esquecer as antigas barreiras.




