Os auditores do Tribunal de
Contas da União recebem pontualmente às 19h um e-mail de Alice. São os resumos
das centenas de contratações federais publicadas naquele dia. Prestativa, ela
já indica quais podem conter irregularidades. Diferente do que seria de
esperar, Alice não é um servidor público megaprodutivo. Ela é um robô, usado
pelo TCU para caçar fraudes e outras irregularidades em licitações. “A
gente precisa saber o que está acontecendo, saber o que está sendo contratado,
saber que obras estão sendo feitas, saber como a política pública está sendo
contratada.”
Alice trabalha ainda com Sofia
e Monica, outras duas companheiras robóticas que como ela não têm braços,
pernas ou corpos de metal. São um conjunto de linhas de código que “vivem” nos
sistemas do TCU. Elas “leem” o grande volume de texto produzido e analisado
pelo tribunal para encontrar incongruências, organizar melhor as informações e
apontar correlações.
As três robôs já são usadas por servidores da
Controladoria Geral da União, Ministério Público Federal, Polícia Federal e
tribunais de contas dos Estados. Depois de dicas delas, licitações com falhas
já foram canceladas e compras públicas enviesadas tiveram que ser refeitas.
Alice




