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Shakes milagrosos funcionam? Veja o que dizem especialistas sobre o uso contínuo

Dietas saudáveis não podem ter exagero e precisam ser orientadas por nutricionista

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The athlete pours protein into a shaker. The concept of sports nutrition.

Prometendo emagrecimento rápido, substituição de refeições e até “detox completo”, os shakes comercializados na internet se tornaram febre entre influenciadores e consumidores em busca de soluções práticas para perder peso. Mas será que eles realmente funcionam — e, mais importante, são seguros?

Segundo nutricionistas, a resposta não é simples. Os shakes industrializados podem, de fato, ajudar na perda de peso a curto prazo, especialmente por restringirem calorias. No entanto, quando usados como única estratégia de emagrecimento, ou consumidos por longos períodos sem acompanhamento profissional, podem causar deficiências nutricionais e até desregular o metabolismo.

“Esses produtos muitas vezes são pobres em fibras, proteínas de qualidade e micronutrientes essenciais. O corpo sente falta de nutrientes e pode reagir com mais fome ou perda de massa muscular”, explica a nutricionista funcional Mariana Alves.

Além disso, muitos shakes contêm adoçantes artificiais, conservantes e espessantes que, em excesso, podem causar desconfortos gastrointestinais ou contribuir para alterações na microbiota intestinal.

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Especialistas alertam que nenhum alimento isolado — shake ou outro — promove emagrecimento saudável sozinho. Para resultados duradouros, o ideal é combinar alimentação equilibrada, prática regular de atividade física e, sempre que possível, acompanhamento com nutricionista ou endocrinologista.

A promessa de fórmulas “milagrosas” pode ser tentadora, mas, na prática, saúde e equilíbrio continuam sendo o verdadeiro caminho.