O que era para ser uma “supergreve” para manifestar oposição às reformas trabalhistas e da Previdência não passou de um protesto discreto e com baixíssimo apoio popular em Franca. Os sindicatos até tentaram conquistar os francanos, com distribuição de panfletos, confecção de outdoors e apoio de parte da mídia, mas as tentativas falharam.
Pela manhã, parecia que a greve ia funcionar. Trabalhadores eram impedidos de chegar ao Distrito Industrial em razão de barricadas feitas com veículos e pessoas na rotatória do bairro São Joaquim. Mas o que se viu foi pessoas irritadas, querendo ir para suas empresas.
Além disso, as barricadas foram colocadas antes da rotatória, o que impedia o fluxo de veículos, inclusive ambulâncias, que necessitassem se dirigir para o Hospital Unimed São Joaquim. Novos comentários indignados com a desastrosa estratégia dos sindicalistas.
Em função das dificuldades, algumas fábricas tiveram ausências de funcionários, mas a maioria teve funcionamento normal. Em plena atividade, o empresário Mário Spaniol, da grife Carmen Steffens, disse que seu Departamento de Recursos Humanos não registrou nenhuma falta. “Nem mesmo por atestado médico”, disse ele, destacando a falta de sintonia no discurso dos grevistas com os interesses da classe trabalhadora.




