O Centro de Franca parecia um formigueiro humano na tarde desta segunda-feira. A três dias do Natal, as ruas e calçadões da região central, principalmente próximo à Praça Nossa Senhora da Conceição, estavam completamente lotadas. Além do trânsito intenso, as agências bancárias registraram um movimento além da média durante todo o dia. Ao que parece, a crise, nesses dias, parece ter se distanciado de Franca.
A reportagem do JF fez o percurso entre a Igreja Matriz e o Magazine Luiza, um trecho de aproximadamente cem metros em linha reta pela Rua Major Claudiano cronometrando o tempo: nada menos que 14 minutos, mais que o quádruplo do que se gasta em um dia comum por volta das 15 horas.
Nas lojas, a movimentação de clientes também era intensa. E muita gente, ao contrário do que costuma acontecer, estava de fato comprando e não dando a famosa “olhadinha”. “Hoje não tenho do que reclamar. De fato, vendemos bastante hoje”, disse a vendedora Letícia Maria do Carmo.
Nos estacionamentos particulares também era possível verificar a movimentação. Em cinco de dez consultados, a lotação foi máxima durante todo o dia. “Abrimos às oito e não deu nem para almoçar, porque toda hora entra um e sai outro. Hoje vamos passar a pão com mortadela e café”, disse, bem humorado, o manobrista Claudio Josuel da Veiga.
No Franca Shopping o cenário era parecido, com filas para estacionar durante a maior parte do dia e lojas cheias. A previsão agora, de lojistas e policiais militares, é que terça-feira e quarta-feira sejam dias ainda mais tumultuados por conta do hábito do francano de deixar as compras para a última hora possível.



