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Uso excessivo de celulares causa dependência psicológica e afeta convívio social

Especialistas alertam para impactos emocionais e sociais do vício em aparelhos eletrônicos

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O uso contínuo de aparelhos eletrônicos, especialmente os telefones celulares, tem provocado uma crescente dependência psicológica em todas as faixas etárias.

A cena que se repete em praças, cafés, salas de espera e até dentro das casas — rodas com duas, três ou mais pessoas, todas com os olhos fixos nas telas — evidencia uma transformação profunda no comportamento social.

Pesquisadores da área da saúde mental apontam que o uso exagerado desses dispositivos ativa áreas do cérebro associadas à recompensa imediata, criando um ciclo semelhante ao de vícios.

Com isso, o indivíduo sente dificuldade em se desconectar, mesmo por curtos períodos, e apresenta sintomas como ansiedade, irritação e até insônia quando privado do celular.

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Além dos efeitos emocionais, há prejuízos evidentes nas relações interpessoais. O contato olho no olho tem sido substituído por interações digitais, o que empobrece a comunicação, reduz a empatia e limita o desenvolvimento de habilidades sociais, principalmente entre jovens e adolescentes.

A orientação dos profissionais de saúde é pelo uso equilibrado da tecnologia, com pausas regulares e maior atenção à qualidade das interações presenciais.

Limitar o tempo de tela e reservar momentos do dia para estar totalmente desconectado são estratégias recomendadas para reduzir os impactos negativos do uso abusivo dos eletrônicos.