A ômicron se mostrou avassaladora desde a sua origem: dois dias após a sua detecção na África do Sul e em Botsuana, ela já foi classificada como uma variante de preocupação pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em 26 de novembro.
Logo de cara, os cientistas ficaram alarmados com a quantidade e a variedade de mutações que ela apresentava. Muitas dessas alterações genéticas ocorrem na espícula, a estrutura do coronavírus que se conecta aos receptores das células humanas e dá início à infecção.
“Naqueles primeiros dias, nós olhávamos para a ômicron e pensávamos: ‘Não pode ser verdade. Não é possível que esse monte de mutações vai funcionar na prática'”, lembra o virologista Fernando Spilki, professor da Universidade Feevale, no Rio Grande do Sul.
“Passado algum tempo, podemos afirmar que todo aquele potencial que a nova variante sinalizava virou realidade: ela é extremamente transmissível, como nos mostram os aumentos expressivos nos casos de covid”, complementa.




