Mesmo após abandonar o cigarro, ex-fumantes correm mais riscos de desenvolver câncer
Um novo estudo mostra que, mesmo anos após abandonar o cigarro, ex-fumantes ainda correm mais risco de desenvolver tumores na cabeça e no pescoço (câncer de boca, garganta e laringe) do que pessoas que nunca fumaram. E esse risco é ainda maior entre aqueles com histórico de abuso do álcool.
A ideia para o estudo, publicado na revista Cancer Epidemiology e assinado por pesquisadores brasileiros, surgiu quando se observou que, mesmo com a diminuição de fumantes no Brasil, casos de câncer continuam surgindo em pessoas que deixaram os cigarros.
“Nos últimos anos, verificamos na clínica um fenômeno interessante. Os pacientes vêm e contam ‘como é que tenho câncer se parei de fumar?’. Então levantamos a hipótese de que parar de fumar tem um efeito positivo, mas a questão é se isso é mantido a longo prazo”, afirma Luiz Kowalski, líder do centro de referência em tumores de cabeça e pescoço do A.C. Camargo e professor titular de cirurgia de cabeça e pescoço da Faculdade de Medicina da USP.




