Mulheres grávidas que consomem quantidades suficientes do nutriente colina durante a gravidez fazem com que seus descendentes tenham ganhos cognitivos duradouros, segundo um novo estudo da Universidade Cornell, nos Estados Unidos. A colina é encontrada em gemas de ovos, carne vermelha magra, peixe, aves, legumes, nozes e vegetais crucíferos.
De acordo com os pesquisadores, que publicaram suas descobertas no periódico Journal of the Federation of American Societies for Experimental Biology, os testes foram feitos com grávidas que consumiam diariamente cerca do dobro da quantidade de colina atualmente recomendada.
Neste estudo, 26 mulheres foram divididas aleatoriamente em dois grupos e todas consumiram exatamente a mesma dieta. Entretanto, metade ingeriu 480 mg/dia de colina, um pouco mais do que o nível de ingestão adequado, e a outra metade consumiu 930 mg/dia.
Depois, os cientistas testaram a velocidade de processamento da informação e a memória dos bebês, aos 4, 7, 10 e 13 meses de idade. Eles analisaram quanto tempo cada criança demorou para olhar para uma imagem e mediram o tempo que elas levaram para produzir essa resposta. No resultado, o teste mostrou relação entre os filhos de mulheres que ingeriram a colina e um aumento de QI na infância. Além disso, a pesquisa mostrou que os bebês que demonstram velocidades de processamento rápidas normalmente continuaram com essas características à medida que envelheceram.




