Pesquisadores
da USP de Ribeirão Preto estão na fase final do desenvolvimento de uma versão
sintética do canabidiol, substância derivada da maconha, que promete ser mais
eficaz contra doenças como epilepsia, além de mais barata do que a versão
atualmente aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Desde janeiro de 2015, o órgão
reconhece e controla o uso do tratamento fitoterápico, ou seja, da substância
extraída a partir da planta, para crianças e adolescentes com epilepsias
refratárias, que não respondem aos tratamentos convencionais.
De
acordo com o professor Jaime Hallak, da Faculdade de Medicina da USP, além de
reduzir os custos com importação, a produção em laboratório promete garantir
uma substância mais pura e completamente livre do THC, princípio que causa o
efeito psicoativo da maconha.
A expectativa do grupo é de
que, depois de aprovado como medicamento, o CBD sintético chegue ao mercado em
dois anos. “A grande diferença que
nós temos é que pra formulação sintética nós não precisamos ter a plantação de cannabis sativa. Então, de uma maneira diretamente
produzida no laboratório, você consegue a partir da estrutura molecular, com
técnicas de bioquímicas e farmacêuticas, criar molécula com a mesma eficácia,
de uma maneira muito mais barata e com uma quantidade muito maior e mais rápida
do que você faz na produção a partir dos fitoterápicos”, afirma o
pesquisador.




