Um estudo apresentado durante o Congresso Americano de Oncologia
Clínica (Asco) promete revolucionar a escolha do tratamento de mulheres em
estágio inicial de câncer de mama.
Realizado pelo Centro de Câncer Albert Einstein de Nova York,
concluiu que, para o tipo mais comum do tumor, nem sempre será preciso que a
paciente seja submetida à quimioterapia. O tratamento após a cirurgia seria
feito apenas pela terapia hormonal, menos agressiva e com reduzido efeito
colateral.
Coautora do estudo, a oncologista Kathy Albain diz que, com os resultados, é
possível evitar a quimioterapia em cerca de 70% das pacientes diagnosticadas
com esse tipo de tumor, desde que ele não tenha se espalhado para os gânglios
linfáticos. A estimativa dos pesquisadores é de que, só nos Estados Unidos,
cerca de 65 mil mulheres seriam afetadas pelo novo protocolo.
O presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (Sboc), Sergio
Simon, calcula que, no Brasil, aproximadamente 20 mil mulheres deixariam de se
submeter à quimioterapia. “Isso representaria uma grande economia para as
fontes pagadoras do tratamento, sem falar nos benefícios para a paciente”,
comemora. Para ele, esse foi um dos grandes avanços apresentados durante a
Asco, encontro que reuniu cerca de 30 mil médicos de todo o mundo, realizado em
Chicago.




