Uma nova molécula,
sintetizada em laboratório, figura como forte candidata para o desenvolvimento
de fármaco contra a malária.
A possibilidade de um
novo medicamento traz esperança a milhares de pacientes infectados pelo
Plasmodium falciparum, um dos protozoários causadores da malária, sobretudo
pelo fato de os testes mostrarem que a molécula foi capaz de matar, inclusive,
a cepa resistente aos antimaláricos convencionais.
A molécula apresenta
baixa toxicidade e alto poder de seletividade, atuando apenas no protozoário e
não em outras células do organismo do hospedeiro. É derivada da classe das
marinoquinolinas, com destacada atividade biológica, e foi desenvolvida no Centro
de Pesquisa e Inovação em Biodiversidade e Fármacos (CIBFar) – um Centro de
Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) financiado pela FAPESP. O estudo também
recebeu o apoio financeiro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e
Tecnológico (CNPq) e do Instituto Serrapilheira.
Em artigo publicado no Journal of Medicinal
Chemistry, os pesquisadores descrevem a ação inibitória da molécula na fase
sanguínea e hepática do ciclo assexuado do protozoário, responsável pelos
sinais e sintomas da doença.




