No conto “A luz é como a água”, Gabriel García Márquez narra
as aventuras de Totó e Joel, duas crianças
que, durante as noites, quebram as lâmpadas de sua casa e navegam entre as
correntes de luz que surgem delas. “Uma corrente de luz dourada e fria
como a água começou a sair da lâmpada quebrada, e eles a deixaram correr até o
nível atingir quatro palmos. Então, eles cortaram a corrente, pegaram o barco e
navegaram à vontade entre as ilhas da casa”, escreve o Nobel de
Literatura.
A cena, por mais fantástica que pareça, não está tão longe da realidade
quanto parece.
Cientistas que estudam fenômenos quânticos demonstraram que a luz, sob
condições especiais, pode se comportar como um líquido que flui e ondula em
torno dos obstáculos que encontra, como a corrente de um rio entre as pedras.
Como eles fazem isso?




