Apesar do velho caso de amor com a carne vermelha, cada vez mais
americanos estão optando por imitações à base de vegetais em restaurantes e
supermercados. Não aquele hambúrguer vegetariano que parece um disco de hóquei esquecido no fundo
do seu freezer, mas alternativas à base de vegetais criadas para imitar o sabor
da carne de verdade.
Mas fazer vegetais parecerem carne
sempre foi difícil. Para criar algo que satisfaça os carnívoros, o Vale do Silício decidiu que é preciso utilizar componentes da carne de verdade – e isso
significa ir ao laboratório. A dúvida é se os consumidores vão querer devorar,
sem pestanejar, um hambúrguer feito de células cultivadas em um biorreator.
Como ocorre com quase tudo o que
os americanos compram, o gerenciamento de marca de uma carne tão artificial
será fundamental. Essa é a conclusão de um estudo divulgado na semana passada
pela Faunalytics, um grupo de defesa dos animais, e pelo Good Food Institute
(GFI), um grupo sem fins lucrativos da indústria de alternativas aos produtos
de origem animal. É improvável que um hambúrguer “feito em laboratório”, “in
vitro” ou “com carne artificial” faça um sucesso estrondoso. Mas chamá-lo de “clean
meat” (“carne limpa”), termo usado por esse setor incipiente,
pode atrair novos clientes.
Dois terços dos participantes da
pesquisa da Faunalytics disseram que provariam carne produzida a partir do
cultivo de células quando descrita como “carne limpa” e depois de ouvirem
descrições positivas dos produtos. O termo, segundo a pesquisa, “reduz a
sensação de nojo”. Mensagens negativas a respeito da carne convencional também
ajudaram na aceitação pelo consumidor.




