Há dez anos, a dona de casa
Marta Cunha começou a perder a força dos braços e sentir dificuldade para
andar. Em poucos meses, já sem conseguir se locomover, aos 51 anos de idade,
ela recebeu o diagnóstico que mais temia: estava com esclerose múltipla.
No início, os medicamentos ajudaram a barrar os efeitos da
doença autoimune, que afeta o sistema nervoso central e pouco a pouco paralisa
os movimentos do corpo. Mas, depois de algum tempo, os remédios também não
faziam mais efeito.
Foi então que Marta decidiu
ser voluntária de uma pesquisa desenvolvida pelo Hospital das Clínicas da USP
em Ribeirão Preto (SP).
Junto de cientistas da Suécia,
Inglaterra e Estados Unidos, os médicos brasileiros passaram a tratar a
esclerose múltipla com células-tronco. “Eu tropeçava muito, fui perdendo força,
porque perde a mobilidade, até que chegou ao ponto e eu parar de andar”,
relembra. “Hoje, tenho uma vida normal. Tenho a sequela que ficou, um pouquinho
só, mas levo minha vida normal”, comemora a dona de casa.




