Os benefícios da culinária
mediterrânea para a saúde de seus apreciadores têm sido demonstrados
regularmente em estudos científicos. A fama fez, inclusive, com que seus pratos
e ingredientes virassem uma dieta e ganhassem adeptos por diferentes cantos do
mundo.
O que se passa no organismo humano com
a ingestão regular desses alimentos, porém, não é completamente entendido. Uma
equipe de pesquisadores de instituições americanas começou a destrinchar esse
processo e divulgou o resultado do trabalho na última edição do periódico Jama Network Open.
“Embora estudos anteriores tenham
mostrado benefícios para a dieta mediterrânea na redução de eventos
cardiovasculares e na melhora dos fatores de risco cardiovascular, em que
medida as melhorias de fatores conhecidos e novos contribuem para esses efeitos
tem sido uma caixa-preta”, diz Samia Mora, especialista em medicina
cardiovascular do Brigham and Women’s Hospital e da Harvard Medical School.
“Nesse grande estudo, descobrimos que diferenças modestas nos biomarcadores
contribuíram de forma multifatorial para um benefício cardiovascular, que foi
observado em longo prazo.”
Mora e equipe tiveram como base dados
de mais de 25 mil profissionais de saúde do sexo feminino que participaram do
Estudo de Saúde da Mulher. As participantes responderam a um questionário de
consumo alimentar, forneceram amostras de sangue e foram acompanhadas ao longo
de 12 anos. A equipe categorizou as voluntárias como adeptas de dieta
mediterrânea baixa, média ou alta, considerando a quantidade e a frequência com
que os alimentos dessa culinária eram ingeridos.




