Paulistano
de nascimento mas brasiliense de coração, Ivan de Araújo já estudou filosofia,
matemática, ciência da computação e inteligência artificial. Hoje,
neurocientista disputado entre universidades estrangeiras, estuda a comunicação
entre cérebro e corpo, ou, a grosso modo, como nós mamíferos funcionamos.
Suas pesquisas já
apareceram nas principais revistas científicas. Uma delas mostrou, por exemplo,
que a estimulação do estômago dá é prazer direto no cérebro, além da pura e simples
saciedade. Agora ele se envereda pela relação entre obesidade e depressão e
quer melhorar o tratamento da doença mental.
O trabalho é tocado em
uma nova casa desde agosto: o laboratório no departamento de Neurociência da
Icahn Escola de Medicina da rede hospitalar Mount Sinai, em Nova York. Antes,
Araújo ficou durante 11 anos no departamento de Psiquiatria na Universidade
Yale.
O brasileiro chegou aos EUA em 2004,
quando foi fazer um pós-doutorado na Universidade Duke, na Carolina do Norte.
Foi lá que ouviu falar de camundongos geneticamente modificados que não sentiam
determinados gostos. “Quis testar se, mesmo assim, os animais iriam gostar
de açúcar. No começo, ignoravam o ingrediente completamente, mas, ao longo do
tempo, começaram a buscar cada vez mais o açúcar”, diz.




