Muitas vezes, ao sair de uma
consulta médica com uma receita na mão, você se pergunta: “Será que são o
remédio certo e a dose adequada para mim?”. Pois já é possível saber antes de
tomar o primeiro comprimido – e com mais exatidão do que pelos métodos usuais, que
se baseiam em dados estatísticos de grandes estudos e na experiência do médico.
A resposta está nos genes.
São eles que coordenam a produção de enzimas necessárias para quebrar os
fármacos. Dependendo das particularidades individuais, a mesma dose de determinada
medicação, que não funciona para alguns, pode levar outros ao hospital.
A farmacogenômica,
ou farmacogenética,
identifica
as características genéticas para prever a reação da pessoa ao medicamento.
Mostra de antemão quem corre o risco de apresentar efeitos adversos graves a
fim de reduzir sua incidência e conseguir maior adesão ao tratamento. “A
medicina de precisão é uma oportunidade de tornar os tratamentos mais
individualizados e propensos a produzir bom resultado”, disse o geneticista
Francis Collins, diretor dos prestigiados Institutos Nacionais de Saúde dos
Estados Unidos, para a rede de televisão CBS.
A principal ferramenta da medicina
sob medida são os testes genéticos. “Eles permitem que se descubra o
medicamento adequado em tempo mais rápido, com maior eficiência, mais segurança
e menor custo”, esclarece Guido Boabaid May, psiquiatra do Hospital Israelita
Albert Einstein, em São Paulo, e fundador de uma startup dedicada à realização
de testes para doenças da mente. É o caso da depressão, que atinge mais de 300
milhões de pessoas no mundo e já constitui a maior causa de incapacidade física
e mental.




