Durante muito tempo,
cientistas reconheceram que amizades tendem a se formar com base em escolhas de
pessoas que têm características em comum. Costuma-se optar por ser amiga ou
amigo de quem tem idade, etnia, classe, nível educacional, aparência e até
mesmo um aperto de mão parecidos com os próprios.
A prevalência da homofilia – tendência de fazer amizade
com pessoas com quem se tenha a maior semelhança demográfica possível – já foi
observada em várias comunidades no mundo inteiro, seja antigo ou moderno.
Historicamente, os seres humanos sempre tenderam a formar relações próximas com
pessoas que não lhes parecem tão estranhas.
Há mais de dois mil anos, Platão comentou em seu diálogo
Fedro que a “similaridade gera amizade”. E Aristóteles escreveu que
“alguns a definem como uma questão de semelhança; dizem que amamos aqueles
que são como nós: daí os provérbios ‘o igual encontra seu igual’ e ‘pássaros da
mesma plumagem voam juntos’.”
No entanto, de acordo com um
número crescente de pesquisas, você e seus amigos podem não apenas gostar da
mesma comida e dos mesmos memes na internet, ser da mesma altura ou da mesma
idade. Pesquisas recentes sugerem que o sinal de uma forte amizade também pode
ser encontrado no DNA humano.




