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Anda vigiando as redes sociais do (a) ex? Saiba o que a ciência diz sobre isso!

Acompanhar o ex nas redes sociais pode parecer inofensivo, mas pesquisas indicam que o hábito dificulta a recuperação emocional após o término e mantém a dor ativa por mais tempo

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Distressed man suffers from social anxiety damage due to obsessive social media use. Young adult overwhelmed by excessive information and overload or cyberbullying affecting his self esteem.
Psicólogos alertam que checar redes sociais do (a) ex pode dificultar a superação e prolongar o sofrimento (Foto Freepik)

 

Checar as redes sociais do ex virou um comportamento comum após o fim de um relacionamento. A curiosidade sobre como a outra pessoa está vivendo, se já seguiu em frente ou com quem está pode virar rotina — e até parecer uma forma de manter algum controle da situação.

Mas pesquisas em psicologia e comportamento digital apontam para um efeito contrário: acompanhar a vida do ex online tende a prolongar a dor do término e dificultar a recuperação emocional.

O cérebro interpreta como vínculo ainda ativo

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Segundo a psicóloga clínica Joanne Davila, da Stony Brook University, nos Estados Unidos, buscar informações sobre o ex nas redes sociais reforça conexões emocionais que deveriam enfraquecer após o rompimento.

Em outras palavras, cada visita ao perfil mantém o vínculo mental vivo, mesmo que o relacionamento já tenha acabado.

Estudos na área de ciberpsicologia associam a chamada “vigilância digital do ex” a maior angústia, saudade intensa e menor sensação de crescimento pessoal após o término.

Para a professora Michelle Drouin, da Universidade Purdue Fort Wayne, esse comportamento indica que a pessoa ainda não conseguiu elaborar a separação de forma saudável.

A busca por respostas alimenta o ciclo

Após um rompimento, o cérebro ativa o chamado sistema de apego — mecanismo ligado à segurança emocional. Quando esse vínculo é rompido, surge a necessidade de entender o que aconteceu e preencher o vazio deixado pela relação.

As redes sociais facilitam essa busca. Fotos, postagens e interações criam a sensação de acesso constante à vida do outro.

A cada nova informação, o cérebro recebe uma pequena dose de recompensa, ligada à dopamina, neurotransmissor associado ao prazer e ao controle.

Esse ciclo pode se tornar repetitivo: a pessoa verifica o perfil, sente um alívio momentâneo e, pouco depois, volta a sentir ansiedade ou tristeza — o que a leva a verificar novamente.

Com o tempo, isso impede o processamento real das emoções e dificulta a superação.

O impacto na recuperação emocional

Especialistas apontam que manter esse contato indireto prolonga o luto do término. Em vez de permitir que o vínculo emocional enfraqueça naturalmente, a vigilância constante reacende lembranças e comparações.

Em momentos de fragilidade, o conteúdo visto nas redes pode ser interpretado de forma negativa ou distorcida, reforçando sentimentos de rejeição, insegurança ou inadequação.

Isso cria um ciclo em que a dor alimenta a curiosidade, e a curiosidade alimenta a dor.

Estratégias para romper o hábito

Psicólogos recomendam limitar ou interromper o contato digital com o ex, ao menos temporariamente. Estabelecer um período sem acesso às redes sociais pode ajudar o cérebro a reorganizar emoções e reduzir a intensidade do apego.

Outra estratégia é redirecionar a atenção para atividades que tragam bem-estar, como exercícios físicos, conversas com amigos ou novos interesses. Essas ações ajudam a regular o sofrimento e a reconstruir a rotina sem a presença constante do antigo parceiro.

Também é importante reformular o significado do término. Em vez de enxergá-lo apenas como perda, especialistas sugerem vê-lo como uma oportunidade de reconstrução e de abertura para relações mais saudáveis no futuro.

Desconectar para seguir em frente

A curiosidade sobre o ex é natural, especialmente nos primeiros meses após o rompimento. No entanto, manter o hábito de acompanhar a vida da outra pessoa online pode atrasar o processo de cura emocional.

Permitir que o vínculo se dissolva, sem estímulos constantes, costuma ser um passo importante para recuperar o equilíbrio e abrir espaço para novas experiências.

Em muitos casos, parar de olhar para o passado digital é o que permite, de fato, seguir em frente.

Fonte: Metrópoles