Atividades físicas,
sociais e de lazer praticadas por idosos e pacientes com doença de Alzheimer
podem ajudar a preservar funções cognitivas e a retardar a perda da memória,
mostra novo estudo desenvolvido na Universidade de São Paulo (USP) e na
Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.
Os estímulos
promovem mudanças morfológicas e funcionais no cérebro, que protegem o órgão de
lesões que causam as perdas cognitivas.
A descoberta foi feita por meio de um experimento com camundongos
transgênicos, os quais foram alterados geneticamente para ter uma super
expressão das placas senis no cérebro. Essas placas são uma das características
da doença de Alzheimer.
Os animais foram
separados em três grupos: os transgênicos que receberiam estímulos, os transgênicos
que não receberiam e os animais-controle que não têm a doença. “Quando eles
estavam um pouquinho mais velhos, por volta de 8 a 10 meses, colocamos parte
desses animais em um ambiente enriquecido, que é uma caixa com vários
brinquedos, e fomos trocando os brinquedos a cada dois dias”, explicou Tânia
Viel, professora da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP e
coordenadora do projeto.




