Uma substância
extraída da hemolinfa (fluído que tem função semelhante a do sangue dos
vertebrados) de um aranha caranguejeira poderá dar origem a um analgésico para
tratar dor neuropática (causada por lesões ou doença do sistema nervoso
central) e atenuar problemas associadas a ela – depressão, falhas cognitivas ou
de memória e atenção, por exemplo.
A pesquisa rendeu a sua autora, a bióloga Ana
Carolina Medeiros, o Prêmio Jovem Neurocientista 2018, concedido no último
Congresso da Sociedade Brasileira de Neurociência e Comportamento (SBNeC),
realizado em agosto.
A jovem pesquisadora
foi orientada em seu trabalho pelo professor Renato Leonardo de Freitas,
coordenador do Laboratório de Dor e Emoções do Departamento de Cirurgia e
Anatomia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São
Paulo (FMRP-USP).
De acordo com ele, a
dor crônica é um dos principais problemas de saúde, afetando mais de 30% dos
adultos. “Ela está presente em quase todas as patologias”, diz.




