Desde 1986, com o surgimento do
cloridrato de fluoxetina, mais conhecido como Prozac, o tratamento psiquiátrico
passou por uma revolução.
O famoso medicamento faz parte do
grupo de inibidores seletivos de recaptura da serotonina (ISRS), que aumentam a
produção do neurotransmissor no cérebro, aliviando os sintomas depressivos.
Esses remédios se tornaram o carro-chefe no tratamento da depressão, mas nem
todos os pacientes respondem como esperado. Por isso, investigadores se
empenham na busca por novas opções terapêuticas, no que se tornou um dos
grandes desafios da pesquisa neurocientífica moderna.
Sarah Bailey, professora do
Departamento de Farmácia e Farmacologia da Universidade de Bath, no Reino
Unido, e sua equipe trabalham com o BU10119, que bloqueia receptores cerebrais
chamados opioides kappa.




