Em 1969, um artigo publicado no extinto Irish Journal of Medicine
Science encontrou uma associação entre carência de vitamina B9, mais conhecida
como ácido fólico, e psicoses alucinatórias em pacientes com epilepsia.
Os autores compararam os níveis do micronutriente em pessoas com
esquizofrenia e indivíduos que passaram a apresentar sintomas semelhantes aos
da doença depois que começaram a tomar algumas drogas anticonvulsivas. A
conclusão do estudo foi de que esses remédios diminuíam a absorção da
substância, o que, por sua vez, deflagrava crises psicóticas.
Quase meio século depois, um trabalho do Departamento de
Psiquiatria do Hospital Geral de Massachusetts, nos Estados Unidos, confirma o
papel protetor do ácido fólico em relação à psicose.
Em um estudo publicado na revista Jama, da Associação Médica
Norte-Americana, os pesquisadores constataram que a exposição pré-natal a esse
micronutriente em alimentos fortificados pode reduzir o risco de doenças
mentais. Mais de 80 países, inclusive o Brasil, têm leis que determinam a
adição da vitamina B9 a grãos e farinhas porque já se sabe da importância que
ela tem para o desenvolvimento do tubo neural — a estrutura do embrião que dará
origem ao cérebro e à medula espinhal.




