Crianças afetadas pelo zika no
Brasil devem ter no máximo três anos hoje — considerando que a maioria das
anomalias começaram a ser identificadas em 2015. Dada à urgência do caso, foram
muitos os estudos que focaram na primeira fase da infecção… mas o que vai
acontecer com essas crianças quando adultas? E com aquelas sem más-formações
tão evidentes? Essas são perguntas que a ciência tenta responder.
Um estudo publicado nesta quinta-feira, 07 de junho, no
Science Translational Medicine é uma das tentativas de responder a essas
perguntas.
A pesquisa foi feita só por
cientistas brasileiros (Universidade Federal do Rio de Janeiro e de São Paulo)
e tentou prever, de forma inédita em cobaias, os efeitos a longo prazo do zika.
De modo geral, a pesquisa identificou que a infecção de
fetos pelo vírus da zika pode trazer consequências neurológicas, distúrbios de
comportamento (esquizofrenia, autismo), de memória e consequências motoras (em
crianças com microcefalia ou sem).




