Relatos na Bíblia descrevem pessoas com lesões cutâneas tratadas da mesma forma que indivíduos com hanseníase. Na Grécia antiga, Galeno utilizou, pela primeira vez, o nome psoríase para designar a descamação da pele que acometia alguns pacientes. A doença inflamatória da pele está presente ao longo da história da humanidade, mas apenas nos últimos séculos tem recebido atenção maior.
Boa parte dessa importância se deve aos avanços tecnológicos, que permitiram, por exemplo, que mecanismos biológicos que desencadeiam a doença começassem a ser desvendados.
No 28º Congresso da Academia Europeia de Dermatologia e Venereologia (EADV), realizado em Madrid, na semana passada, especialistas discutiram o que há de mais inovador na área. Uma das principais apostas são os medicamentos biológicos, que têm gerado ganhos expressivos a pacientes com as formas mais graves da psoríase.
“Quando sabíamos pouco sobre a psoríase, ela era tratada de outra forma. Dizia-se que dificilmente ela causaria a morte. Então, o médico passava um creme de pele para o paciente, que ia embora”, diz Gladys Martins, dermatologista do Hospital Universitário da Universidade de Brasília (UnB) e uma das participantes do congresso.




