O ano de 2017 levou os cientistas brasileiros a descobrirem que não estão imunes ao tumulto político/policial que envolve o país. O orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações sofreu um corte visceral, levando diversas instituições de pesquisa consagradas a se perguntarem como terminariam o ano com as despesas básicas, como água e luz, pagas. A incerteza é muito maior nesse momento, em que o futuro da Ciência é extremamente nebuloso, já que não há sequer verbas para financiar investigações de ponta importantes para o desenvolvimento nacional. Até ameaçado de perder sua capacidade de fazer previsão do tempo o Brasil ficou.
A gestão Michel Temer (PMDB) assumiu o país com a promessa de ajustar o gasto público e colocar sob controle o déficit crescente no Orçamento federal. A promessa de cortar despesas, a despeito da aprovação da PEC do Teto, que congelava os gastos do governo por duas décadas, não foi cumprida —exceto no Ministério da Ciência.
Com isso, a trajetória de queda das verbas federais para pesquisa, que já vinha se acentuando desde 2015, atingiu níveis alarmantes. A Lei Orçamentária Anual de 2017 previa recursos da ordem de R$ 5 bilhões, o que já era uma queda brusca em relação a apenas dois anos atrás, quando respondiam por R$ 8,4 bilhões.
Para tornar o ruim pior, o governo contingenciou, em março, cerca de 44% do orçamento ligado à ciência, fazendo os R$ 5 bilhões virarem R$ 2,8 bilhões.




