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Pesquisadores brasileiros identificam genes de pessoas “superimunes” à Covid

Pessoas que convivem com infectados pela Covid-19 mas não contraem a doença têm sido estudadas por cientistas brasileiros

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Pesquisadores da USP procuram entender o comportamento genético dos chamados “superimunes”

 

Pessoas que convivem com infectados pela Covid-19 mas não contraem a doença têm sido estudadas por cientistas brasileiros.

Pesquisadores do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP) buscam entender o comportamento genético dos chamados “superimunes” ao novo coronavírus em estudo publicado na última terça-feira (28) pelo Frontiers in Immunology.

Liderados pela professora e diretora do Centro de Pesquisas do Genoma Humano da USP, Mayana Zatz, o estudo indica que os genes MICA e MICB podem influenciar a resistência à Covid-19.

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A invasão de um vírus no organismo humano desencadeia uma resposta celular, que produz moléculas que se ligam às células de defesa para combater o invasor.

Os pesquisadores acreditam que as variações genômicas induzam a uma resposta mais fraca ou mais forte na produção das moléculas de defesa.

No entanto, há ainda outros mecanismos de imunidade que ajudam a determinar a resistência de uma pessoa ao coronavírus.

Para chegar aos resultados, a pesquisa investigou casais em que uma pessoa não se infectou com o vírus do outro. Excluídos os assintomáticos, restaram 86 casais, dos quais as mulheres predominaram no grupo resistente à Covid-19.

“Nossa hipótese é que as variantes genômicas mais frequentemente encontradas no cônjuge suscetível levam à produção de moléculas que inibem a ativação dos NKs (células de defesa). Porém, essa teoria ainda não foi validada por meio de estudos funcionais”, disse Mayana Zatz ao Eureka Alert.

Mayana acredita que, com o avanço da pesquisa e da tecnologia, seria possível saber com antecedência quem seria mais suscetível ou resistente à contaminação pelo coronavírus.

“Nas pessoas que são suscetíveis, a resposta é mais devagar, então as natural killers (células de defesa) demoram mais para serem ativadas e para impulsionarem a proteção. Enquanto nas pessoas que são resistentes, haveria uma resposta imediata dessas células. Os ‘soldadinhos’ entrariam em defesa imediatamente e não deixariam o vírus penetrar e nos infectar”, declarou Mayana Zatz .

*Informações Metrópoles