Pesquisadoras da Universidade de São
Paulo (USP) sequenciaram o genoma da bactéria salmonella e descobriram que a
maioria das 90 amostras pesquisadas apresentou resistências a diferentes
classes de antibióticos.
O estudo, desenvolvido na Faculdade
de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP), identificou 39 genes
responsáveis por essa resistência.
A salmonella é a
bactéria mais frequente nos surtos de infecções alimentares, diarreias e
gastroenterites, representando 14,4% dos quase 220 mil casos entre 2000 e 2015,
segundo dados do Ministério da Saúde.
Amanda Aparecida Seribelli, doutoranda do Programa de
Biociências e Biotecnologia, disse que o trabalho encontrou a presença do gene
que indica resistência no genoma da bactéria e que o desenvolvimento da
resistência em si vai depender de outros fatores. “Isso significa que aquela
informação pode ser expressa numa proteína e aí ela é resistente, mas depende
do meio em que ela vai estar. Dependendo do hospedeiro, ela pode expressar ou
não”, explicou.




