A Doença de Alzheimer, que
afeta 4,7% da população mundial acima dos 60 anos, é um dos maiores fantasmas
para quem envelhece, até porque não tem prevenção, nem cura.
Estima-se que o risco de
desenvolver a enfermidade dobre a cada dez anos depois dos 60. Há também o
Alzheimer precoce, que se manifesta entre 30 e 60 anos, mas que atinge apenas
1% dos indivíduos. Nesse caso, é resultado de mutações genéticas e o fator
hereditário é preponderante. Nos demais, o estilo de vida desempenha papel
relevante, como este blog já mostrou na coluna de terça-feira sobre reserva
cognitiva.
Genética
No entanto, não é só no caso
do Alzheimer precoce que a genética tem peso especial. Vamos a um pouco de
ciência para entender a questão: lá no cromossomo 19, existe um gene que
codifica a apolipoproteína E (conhecida como APOE), envolvida no transporte de lipídeos,
entre eles o colesterol. O gene da APOE pode se apresentar de formas distintas,
dependendo da disposição dos chamados alelos, que são formas alternativas de um
mesmo gene. Eles são três (E2, E3 e E4) e herdamos um par: um vem do pai e o
outro da mãe.




