O vírus da Zika pode causar
mais abortos em mulheres infectadas do que os cientistas pensavam
anteriormente. É o que diz um estudo colaborativo publicado na “Nature
Medicine” na última segunda-feira, 02 de julho.
O estudo feito com macacos constatou que 26% dos macacos
infectados com Zika durante os primeiros estágios da gravidez sofreram aborto
espontâneo ou natimorto, embora os animais apresentassem poucos sinais de
infecção. “Esta é a primeira vez que conseguimos demonstrar
categoricamente que o aborto espontâneo e o natimorto relacionados ao zika
ocorrem em primatas não-humanos que não apresentam sintomas”, disse Daniel
Streblow, um dos cinco principais autores do estudo.
A pesquisa sobre o zika já
havia medido abortos espontâneos e natimortos em mulheres que apresentavam
sintomas. Um estudo recente de mulheres infectadas descobriu que 5,8% sofreram
aborto espontâneo e 1,6% tiveram óbito fetal durante o primeiro trimestre. O
aborto envolve a perda de uma gravidez antes que o feto tenha crescido dentro
de um útero por 20 semanas, enquanto a natimortalidade ocorre após esse ponto.
O vírus da Zika é amplamente conhecido por causar o
nascimento de crianças com uma anomalia cerebral chamada microencefalia e
outras malformações. O maior número de casos de zika nos EUA foi relatado na
Flórida, Texas e Nova York, mas a maioria dos outros estados – incluindo o
Oregon – também experimentaram casos. Os sintomas em humanos incluem febre,
erupção cutânea, dor de cabeça, dores articulares e musculares, bem como olhos
vermelhos.




