Com o celular nas mãos, o
aposentado Manoel Eleotério Neto, de 72 anos, responde a todas as mensagens
recebidas. Diagnosticado com Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI),
ele ouviu dos médicos que poderia ficar cego, mas a letra miúda não é mais
problema desde que se submeteu a uma técnica desenvolvida por pesquisadores da
Faculdade de Medicina da USP, em Ribeirão Preto.
No Hospital das Clínicas (HC), os cientistas passaram a
usar células-tronco, capazes de dar origem a outras células, extraídas do
próprio paciente. O método apresentou resultados animadores e 80% dos pacientes
tiveram melhora expressiva na visão.
Retina afetada
A degeneração macular é mais
comum a pacientes com mais de 50 anos de idade. Segundo os pesquisadores, a doença
incapacitante afeta a retina e pode levar à cegueira. Estima-se que 8,7% dos
idosos no mundo convivam com o problema – só no Brasil, são cerca de três
milhões.




